Se você chegou até aqui esperando um post sobre “o pedido de casamento”, talvez eu já comece te frustrando um pouco — porque, na verdade, não teve um pedido. Teve vários.

Desde que nos conhecemos, entre uma viagem e outra, uma caminhada distraída ou uma noite de conversa boa, uma de nós olhava pra outra e soltava um “casa comigo?”. Era sempre brincando, mas sempre sério também. Porque a gente sempre soube.

Mas quando a gente se conheceu, a liberdade ainda era uma coisa que gritava. Ambas tínhamos saído de relacionamentos e queríamos viver. Depois vieram fases mais difíceis: passei por um quadro de depressão, e a saúde da mãe da minha noiva dela exigiu muito cuidado e presença. Foram tempos delicados, que deixaram marcas — e nos ensinaram a respeitar os tempos da vida.

Mesmo assim, a gente seguiu juntas. Com carinho, com paciência, com tropeços e muitas trocas. E aí, em algum momento do caminho, o que começou a pesar foi o Uber. Sim, o Uber. Porque ficar indo de uma casa pra outra começou a sair caro. E quando a gente precisava se ausentar, a logística com nossos filhos de quatro patas era quase uma operação militar.

Foi aí que a conversa sobre casar mudou de tom. Já não era mais “um dia, quem sabe…”. Era: “vamos escolher uma data?”

Primeiro, veio a ideia vaga: segundo semestre de 2025. Deixamos isso pairando por um tempo, como quem planta e espera brotar. Alguns meses depois — já em pleno segundo semestre de 2024 — decidimos abrir o calendário do celular. Cada uma com o seu. E ficamos indo e vindo entre os meses de julho a dezembro, brincando de montar cenários, sentindo os nomes dos meses na boca.

Julho ficou de fora porque era muito em cima.

Dezembro foi descartado por ser corrido demais e ainda ter o aniversário de uma de nós — a gente queria um mês mais leve, com espaço pra respirar.

E aí veio ele:

04 de outubro de 2025.

Soou bem.

Cai num sábado.

Climazinho gostoso da primavera.

E quando escrevemos em voz alta — “quatro de outubro de dois mil e vinte e cinco” — sentimos aquele silêncio bom. Aquele que vem quando algo se encaixa.

Foi assim. Sem anel, sem produção, sem anúncio. Só duas mulheres, dois celulares, um monte de amor e uma vontade imensa de construir uma vida.

Agora é oficial: temos uma data.

E o resto… a gente vai descobrindo e compartilhando por aqui.

Mas se quiser uma lógica para encontrar seu dia:

  • Pense primeiro na melhor época para se casarem. Ex.: Depois de terminar a pós, quando vencer o contrato de aluguel...
  • Liste eventos desse período: aniversários, outros casamentos, formaturas (Você não vai querer competir com a formatura de medicina do seu sobrinho querido).
  • Liste feriados, alguns feriados podem criar emendas que podem facilitar ou dificultar seus convidados.
  • Estações: pense no lugar e como é o clima nesse período, você não vai querer fazer um casamento a céu aberto em época de chuvas.